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Relatório Future of The Classroom - Google Education



Uma investigação conduzida pelo Google explica como a experiência educacional será nos próximos anos. Estima-se uma maior influência tecnológica nas salas de aula, o que exigirá mais apoio e comprometimento das instituições de ensino, professores e pais em relação ao uso que os alunos dão às ferramentas tecnológicas.


O relatório Future of The Classroom foi elaborado por especialistas que durante seis meses realizaram entrevistas, analisaram publicações educacionais especializadas, dados de pesquisas e investigações em treze diferentes países. O resultado é uma lista de oito tendências que deverão impactar os processos de aprendizagem em todo o mundo.


Responsabilidade digital

Existe uma preocupação generalizada sobre o uso que os estudantes fazem da tecnologia dentro e fora dos espaços educacionais. Os especialistas enfatizam a necessidade das entidades educacionais e os pais ajudarem os alunos a desenvolver comportamentos mais saudáveis e autorregulados em relação ao uso de diferentes ferramentas tecnológicas. O papel dos tutores deve ser mais de um guia que ajude e apoie do que uma figura que reprime.

Pensamento computacional

O currículo focado resolução de problemas, programação e STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) ajuda a preparar os alunos para enfrentar desafios futuros, uma vez que os empregos do futuro exigirão habilidades de pensamento sistêmico, criatividade e pensamento crítico.

Salas de aula colaborativas

As salas de aula deixarão de ser estáticas e seus elementos e design devem favorecer a interação entre alunos e professores. Em relação a isso, o estudo indica que a arquitetura dos espaços educacionais afeta até 25% o progresso acadêmico dos alunos em um ano letivo.

Cabe dizer que não é necessário demolir as escolas e construir novas salas de aula flexíveis e adaptativas. O simples fato de reorganizar e experimentar com os elementos e espaços nas salas de aula pode gerar grandes benefícios.

Pedagogia inovadora

Os professores serão os agentes de mudança que irão promover novas formas de instrução apoiadas por diferentes ferramentas tecnológicas. O objetivo será garantir que os docentes economizem tempo com a automação de muitas de suas tarefas rotineiras e possam se concentrar em transformar e aperfeiçoar suas estratégias de ensino.


Devido às longas jornadas e ao excesso de trabalho dos professores, parece impossível que, além disso, possam promover novas estratégias educacionais. No entanto, o apoio de suas instituições na liberação de tarefas diárias pode motivar os educadores a experimentar diferentes táticas de aprendizagem, bem como o desenvolvimento de tecnologias que reduzam o tempo das tarefas administrativas dos professores e facilite a criação de conteúdos atrativos.

Competências para a vida e preparação para o trabalho

Será preciso uma visão mais holística da educação para que os alunos, desde os níveis básicos, adquiram habilidades, atitudes e maneiras de pensar que lhes permitam ter sucesso no momento de integrar-se a experiências profissionais e à força de trabalho.

Será igualmente importante o desenvolvimento de competências socioemocionais.

Autonomia dos alunos na aprendizagem

Espera-se mais autonomia por parte dos alunos em seus processos de aprendizagem, mais proatividade e criatividade com a ajuda de sistemas de educação adaptativos ou estratégias pedagógicas que os capacitem na tomada de decisão de alguns elementos ou conteúdos de programas educacionais.

Conectando professores e escolas

Para garantir o sucesso educacional dos alunos, os pais precisarão ter um relacionamento e compromisso mais próximos com as atividades de seus filhos.

É evidente que o atual estilo de vida da maioria dos tutores impede que eles possam destinar tempo às atividades escolares de seus filhos. No entanto, espera-se que a tecnologia apoie nesta tarefa.

Da mesma forma, as instituições educacionais terão que gerar maneiras mais simples para os pais se comprometerem mais efetivamente com a educação de seus alunos.

Tecnologias emergentes

Experiências educacionais dependerão mais de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e realidade aumentada, por exemplo, que aumentarão a eficácia de programas educacionais.

Por fim, os especialistas concluíram que a educação está evoluindo para que os alunos estejam mais conectados em suas vidas, colaborem mais na sala de aula e estejam melhor preparados para o futuro.

Para alcançar o sucesso educacional, a tecnologia e a pedagogia devem trabalhar juntas. As diferentes instituições de ensino devem capacitar os professores, além de equipá-los com as ferramentas necessárias para melhorar suas aulas, criar ecossistemas de aprendizagem mais fluidos e transformar as salas de aula em espaços de aprendizagem inovadores.


Fonte: Las 8 tendencias educativas de las aulas del futuro, según Google for Education

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